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domingo, 20 de junho de 2010

Efeitos a Longo Prazo

Aqui vão alguns dos efeitos marjoritários da maconha sobre o nosso organismo e nosso intelecto!


• Fadiga

• Bronquites

• Sistema imunológico fragilizado

• Tosse crônica

• Arritmia cardíaca

• Câncer: maior risco de desenvolver câncer de pulmão. É possível que em algumas pessoas a fumaça da maconha contribua para o desenvolvimento cedo do câncer da cabeça e do pescoço.

• Dependência: risco de dependência física moderado

• Sistema reprodutivo: o abuso da maconha pode afetar os hormônios masculinos e femininos e, portanto, as características e função sexual.

• Sistema imune: existem estudos em animais e humanos que mostram que a droga impede a função normal das células T, quando se trata de defender o sistema respiratório de certos tipos de infecções. Infecções por fungos presentes na maconha podem ocorrer em usuários freqüentes.

• Sistema nervoso: em consumidores abusivos, são encontradas zonas de hipoperfusão em diferentes regiões, mediante a tomografia de fóton (SPECT, traduzida como Tomografia Computadorizada de Fotoemissão Simples), nos indicando que há um ponto na história do consumo onde ocorre sofrimento neuronal, fenômeno que parece irreversível. Estes estudos revelam uma redução generalizada das atividades cerebrais em fumantes inexperientes da maconha, quando comparados com um grupo de não-usuários. Também foi observada uma redução da atividade do lobo temporal, sendo que descobertas mais novas mostram que problemas de memória e motivação muitas vezes estão associados ao uso da maconha. Além disso, 24 usuários de maconha com déficit de atenção mostraram um decréscimo da atividade nos lobos temporais (21% classificados como graves, 29% como moderados e 50% como suaves – os índices graves e moderados eram dos usuários mais freqüentes, ou seja, maior que 4 vezes na semana, mas não necessariamente dos usuários de mais longo tempo). A atividade anormal nos lobos temporais tem sido relacionada com problemas de memória, aprendizado e motivação.

• Memória: segundo pesquisa publicada no Journal of Psychopharmacology, a qual ouviu 763 usuários da internet no mundo todo, quem fuma maconha enfrenta dificuldades para lembrar informações mais recentes. Cada participante passou por uma série de testes para verificar as memórias de curto e longo prazo, e os resultados foram analisados na Grã-Bretanha. Os cientistas envolvidos na pesquisa descobriram que o aumento na tendência ao esquecimento para os que fumam maconha é de 20%.

• Saúde e trabalho: um grupo de pesquisadores na Califórnia examinou o estado de saúde de 450 fumantes cotidianos (diários) de maconha (que não fumavam tabaco). Em comparação com outras pessoas não-fumantes, estas pessoas tinham mais ausência de trabalho por doença e mais visitas médicas por problemas respiratórios e outras doenças. Os resultados até a data indicam que o uso regular da maconha ou do THC são fatores no câncer e nos problemas com os sistemas respiratórios, imune e reprodutivo.

IMAGENS
Imagem de um Cérebro Normal (vista superior)


Imagem de um cérebro Normal (vista superior e inferior)



Vista da superfície inferior em usuários de maconha



Paciente de 16 anos com histórico de 2 anos de uso de maconha
– vista da superfície inferior –


Paciente masculino de 16 anos com histórico de
2 anos de uso diário da maconha
(observe as múltiplas áreas de acentuada diminuição da perfusão
especialmente nos lobos temporais)
– vista da superfície inferior –



Paciente masculino de 44 anos com histórico de
12 anos de uso diário da maconha
(observe a perfusão acentuadamente diminuída)
– vista da superfície inferior –



Paciente feminino de 32 anos com histórico de
12 anos de uso semanal da maconha
(observe as áreas de perfusão diminuída nos lobos temporais mediais)

Legalização - Brasil

“Querem proibir, querem liberar e a polêmica chegou até o congresso”

Assunto polêmico que divide opiniões a décadas em todo mundo, inclusive no Brasil, em 2009 a discussão sobre a legalização da maconha voltou com força ao debate público.



Hoje no Brasil, a lei determina que as plantas cultivadas poderão ser destruídas pelas autoridades, a não ser que tenham prévia autorização, com fins terapêuticos ou científicos. Fornecer maconha em território tupiniquim pode levar à reclusão de 5 a 15 anos. O usuário, no entanto, pode escapar da prisão, mas isso depende da interpretação do juiz, que levará em conta a quantidade de maconha encontrada (até 5g é considerado porte para consumo próprio), o local onde a droga estava armazenada (por exemplo: nos bolsos, nos sapatos, na carteira), o local onde o indivíduo estava quando foi abordado, como ele estava vestido, etc.

Em 2006, uma lei determinou que quem “adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo drogas para consumo pessoal” não poderia ser preso. Mesmo o porte sendo caracterizado crime, medidas sócio-educativas podem ser aplicadas ao usuário, de acordo com o que for determinado, o que pode incluir advertências sobre efeitos da droga, serviços comunitários e participação em cursos educativos, tudo por no máximo 5 meses (se o incidente se repetir as medias sócio-educativas são aplicadas por 10 meses.).


“O pró da descriminalização é você não colocar o usuário na esfera penal ou criminal, mas tratar como uma questão administrativa. O usuário não representa risco para a sociedade. Ele teria que ser tratado, passar por um processo educativo. Hoje, no Brasil, um grande número de pessoas é preso por porte, sendo que muitos comercializam para sustentar o próprio uso. O Brasil, hoje, não pode legalizar a maconha, mesmo porque ela provoca riscos à saúde, assim como o álcool e o fumo. Meu projeto de lei é pela descriminalização e não pela legalização”, explica o deputado Paulo Teixeira. A descriminalização é uma tentativa de proteger a sociedade, tirando o monopólio da produção e venda dos traficantes, para enfraquecê-los.

Ainda assim descriminalização ou mesmo legalização da maconha pode tirar o consumo da erva da esfera criminal, porém continua-se com um problema de saúde pública, como bem disse o deputado.

O esforço contra os danos causados pelo consumo abusivo da maconha ultrapassa a discussão jurídica. Já está mais do que comprovado que “um tapa no cachimbo da paz” podem até deixar de se tornar um problema com a justiça, mas não deixarão de ser um problema de saúde.