Para conhecer os efeitos da maconha, devemos conhecer seu método de ação no organismo.
O principal componente efetivo da droga é o TetraHidroCanabinol, conhecido como THC.
Sua ação se deve à ligação que ele estabelece com receptores canabinóides presentes em diversas áreas do cérebro. Esses receptores tem importância em diversos processos no organismo, como a ansiedade, dor, metabolismo, controle do sistema imunitário e o crescimento ósseo.
A duração dos efeitos varia conforme o método de uso da droga. No caso da maconha, o mais freqüente é o uso por inalação.
FARMACOCINÉTICA DO THC
Ao ser inalado o THC atravessa os alvéolos pulmonares, atinge a circulação e chega ao cérebro em poucos minutos.
Na circulação, os níveis de THC diminuem rapidamente em virtude da sua metabolização pelo fígado. Após esse processo, ele se acumula de preferência nos tecidos adiposos graças a sua lipofilia. Esse processo de acúmulo tem seu pico em 4 dias aproximadamente, quando começará a ser lentamente liberado, atingindo órgãos como o cérebro.
Chegando ao cérebro, o THC será distribuído de diferentes formas, se concentrando principalmente nas regiões neocortical, sensorial, motora e límbica.
No fígado, é metabolizado por uma grande quantidade de enzimas diferentes, podendo ser substrato até mesmo da álcool-desidrogenase (enzima que metaboliza o álcool).
O fígado então liberará a substância no intestino, para sua eliminação. No intestino pode ocorrer a reabsorção da substância pela circulação entero-hepática, o que prolongará a ação do THC, fazendo-o permanecer no organismo por mais tempo.
20% do THC eliminado pelo organismo sai junto com a urina, enquanto os outros 80% é liberado em conjunto com as fezes.
INTERAÇÃO FARMACOLÓGICA DO THC
O THC pode ainda reforçar a ação sedativa de diversas substâncias como o álcool, remédios anticonvulsivantes, relaxantes musculares e muitos outros, podendo trazer sérias conseqüências aos usuários dessas substâncias.
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